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A Parábola do Semeador + Sucot
Introdução
O ensino da Torah na época de Yeshua era uma prática comum entre o seu povo, o povo judeu. Desde cedo, os rabinos ensinavam às crianças a leitura da Torah e a memorizar grandes parashiot (porções) da mesma. Ensinavam também entre eles a maneira de interpretar a Torah, havendo na época várias escolas rabínicas – entre elas, a de Hillel e de Shamai. Entre as várias técnicas de ensino, estava a utilização dos mashlím (parábolas). Parábolas são, afinal, breves narrativas dotadas de conteúdo alegórico e cuja finalidade é a transmissão de conhecimento. O género literário já era usado pelos profetas na Tanach (“Antigo Testamento”) e na literatura rabínica. Quando usadas, tinham como objetivo induzir os ouvintes à reflexão pessoal e transmitiam verdades divinas. A título de exemplo, no livro Segundo de Samuel, capítulo 12, o profeta Natã utiliza uma parábola para repreender o rei David após este ter cometido adultério e homicídio e, no livro do profeta Isaías (5:1-7), este expõe a parábola da vinha como analogia do próprio povo de Israel e acerca da sua rebelião contra o Eterno.
Nas bessorot (evangelhos), o que sobressai no ensino do nosso amado rabi Yeshua, é a utilização de parábolas cuja centralidade é a pregação do Reino de D’us ou dos Céus, sempre tendo a Torah como base. A bessorá de Marcos (4:33-34) regista mesmo que Yeshua “com muitas parábolas como essas, pregava-lhes (às multidões) a palavra, conforme eram capazes de compreender. Sem parábolas não lhes falava; porém, em particular explicava tudo aos talmidim (discípulos)”. Sabemos assim que Yeshua, das muitas parábolas registadas nas bessorot, forneceu algumas interpretações das mesmas ao círculo mais chegado dos seus alunos e que foram preservadas. No entanto, as próprias multidões sentiam a necessidade de encontrar o significado das parábolas.
Um dos problemas levantados por algumas escolas de interpretação das escrituras do assim chamado “Novo Testamento” tem sido a leitura literal dos textos, sem levar em consideração o contexto original que é o assim chamado “Velho Testamento”. Todas as parábolas contadas por Yeshua contém elementos intrínsecos da Torah, e sempre nos ensinam algo fantástico. Uma das inúmeras e fantásticas parábolas do nosso amado Mestre Yeshua é a do Semeador.
A Parábola do Semeador

Neste estudo priorizamos a parábola do Semeador, pois identificamos necessitar de mais informações culturais, rabínicas e da língua Hebraica da época, as quais infelizmente não são facilmente encontradas ou conhecidas no Cristianismo Ocidental. Cabe também ressaltar, que devido à ruptura existida com a kehilah de Jerusalém por volta do ano 98 EC, tais conhecimentos ficaram isolados com os discípulos Nazarenos, compostos à época por judeus e gentios crentes em Yeshua. Com isso, a teologia do mundo Ocidental ficou privada de ser alcançada por esses ensinos, os quais hoje, estamos devolvendo aos poucos a todos aqueles que creem que Yeshua é o Mashiach(Ungido), para que possamos reconectar a Igreja à Israel como na época dos Talmidim de Yeshua. No que se refere a essa obra, por questões didáticas, trouxemos o texto antes de tecermos qualquer comentário, para assim facilitar a compreensão do ensinamento daquilo a que estamos nos referindo. As explicações aqui tratadas não findam os conhecimentos existentes a respeito das parábolas de Yeshua, mas por hora é o suficiente para que você possa começar a ter um contato inicial com esse novo tipo de conhecimento dentro do seu contexto original.
Texto a seguir (Marcos 4:3-20):
הַאֲזִינוּ לְאִמְרֵי־פִי הִנֵּה הַזֹּרֵעַ יָצָא לִזְרֹעַ׃
Ha’azinu L’imrei Pi Hinêh Ha’zorea Yatsá Lizroa
3 Dêem ouvidos para as palavras da minha boca: Veja! O Semeador saiu para semear.
4 E aconteceu que semeando ele, uma parte da semente caiu junto do caminho, e vieram as aves do céu, e a comeram; 5 E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque não tinha terra profunda; 6 Mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou-se. 7 E outra caiu entre espinhos e, crescendo os espinhos, a sufocaram e não deu fruto. 8 E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro sessenta, e outro cem. 9 E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. 10 E, quando se achou só, os que estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola. 11 E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus, mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas, 12 Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados. 13 E disse-lhes: Não percebes esta parábola? Como, pois, entendereis todas as parábolas? 14 O que semeia, semeia a palavra; 15 E, os que estão junto do caminho são aqueles em quem a palavra é semeada; mas, tendo-a eles ouvido, vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada nos seus corações. 16 E da mesma forma os que recebem a semente sobre pedregais; os quais, ouvindo a palavra, logo com prazer a recebem; 17 Mas não têm raiz em si mesmos, antes são temporãos; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição, por causa da palavra, logo se escandalizam. 18 E outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quais ouvem a palavra; 19 Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera. 20 E estes são os que foram semeados em boa terra, os que ouvem a palavra e a recebem, e dão fruto, um trinta, e outro sessenta, e outro cem.
Mesmo que Yeshua tenha feito questão de explicar essa parábola, e que pareça ser desnecessária qualquer outra informação para completa-la, existe um conhecimento que era comum para o povo de Israel, e ainda é nos dias de hoje, mas que não é comum do movimento cristão. Provavelmente será a primeira vez que você terá acesso a essa informação nessa parábola, e é muito importante se atentar aos detalhes entre as duas estórias para que, de fato, você possa se contextualizar com a época de Yeshua. Para quem ouvia a parábola no momento em que Ele contava, de imediato lembrou de uma delas, que como tradição, sempre é lida por todas as famílias Israelitas durante o período de comemoração da Pessach (Páscoa), ela está em um livro judaico chamado Hagada de Pessach. A Hagada de Pessach, que traduzindo significa “Narração de Páscoa”, é utilizado para os serviços da noite da Pessach, uma liturgia, contendo a leitura da história da libertação do povo de Israel do Egito conforme é descrito no Livro do Êxodo.
Uma das estórias contidas nos textos da Hagada se assemelha à Parábola do Semeador, é a que fala sobre quatro filhos: um Sábio, um Perverso, um Simples e um que nem sequer sabe fazer qualquer questionamento sobre a Pessach. Esses estão sentados à mesa no dia dessa comemoração, e começam a fazer questionamentos sobre a cerimônia. No entanto, não é sobre essa Hagada que trataremos aqui, ela ficará para outra ocasião.
Analisando os mínimos detalhes dessa parábola, conseguimos entender sobre o que Yeshua estava falando. O nosso amado Mestre Yeshua começa dizendo: “Ha’azinu” (האזינו) que geralmente é traduzida para o português como: ouça, escute, preste atenção. Todavia, essas palavras são a tradução do termo hebraico “Shemá” (שמע) que não foi usado por Yeshua. Ha’azinu significa dá ouvido. Mas qual a importância dessa palavra nessa parábola? Ha’azinu é o nome da quinquagésima terceira porção da Torah que corresponde ao livro do Deuteronômio 32:1-52. Essa parashá (Ha’azinu) é lida antes, nunca depois da festa de Sucot, ou seja ela sempre antecede a festa. Yeshua não usou esse termo aleatóriamente, é óbvio que ele estava ensinando sobre a parashá Ha’azinu e na sequência ele fala sobre a festa de Sucot.
Na parábola do semeador Yeshua fala sobre 4 sementes, o que também ocorre na festa de Sucot. O próprio Rabi Yeshua explica que as sementes representam um tipo de pessoa, semelhante as 4 espécies de Sucot. Vejamos:
A festa de Sucot

Lemos na Torá, na parashá Emor, sobre as festas que estabeleciam o ritmo e a estrutura do ano judaico. Examinando-os cuidadosamente, no entanto, vemos que Sucot é incomum, singular. Um detalhe que tem uma influência significativa sobre a liturgia judaica aparece mais adiante no Livro de Devarim. “Fica contente na tua Festa… Por sete dias celebraras a Festa ao Eterno teu D’us no lugar que Ele escolher. Pois o Eterno teu D’us te abençoará em toda a tua colheita e em todo o trabalho das tuas mãos, e teu júbilo será completo.: (Devarim 16:14-15). Falando sobre as três festas de peregrinação – Pêssach, Shavuot e Sucot – Devarim fala sobre “júbilo”. Porém não o faz igualmente. No contexto de Pêssach, não faz referência a júbilo; no de Shavuot, fala sobre júbilo uma vez; em Sucot, como vemos pela citação acima, fala duas vezes. Isso é importante? Neste caso, como? (Foi essa dupla referência que deu a Sucot seu nome alternativo na tradição judaica: Zman Simhatenu, “a época do nosso júbilo”.
O segundo aspecto estranho aparece em Emor. Singularmente, Sucot está associado com duas mitsvot, não uma. A primeira: “Começando com o décimo quinto dia do sétimo mês, após você ter feito a colheita da terra, celebre a festa ao Eterno por sete dias… No primeiro dia você deve escolher frutos das árvores, e folhas de palmeiras, galhos com folhas e salgueiros do riacho, e se alegrar perante o Eterno seu D’us durante sete dias.”(Vayicrá 23:39-40).
Esta é uma referência aos arba minin, as “quatro espécies” – ramo da palmeira, fruta cítrica, murta e galhos de salgueiro – levados e balançados em Sucot. Delas falaremos mais adiante.
A segunda ordem é bem diferente: “More em cabanas durante sete dias. Todos os israelitas nativos devem viver em cabanas, para que seus descendentes saibam que Eu fiz os israelitas morarem em cabanas quando os tirei do Egito. Eu sou o Eterno teu D’us.” (Vayicrá 23:42-43). Esta é a ordem para deixarmos nossa casa e morarmos na habitação temporária que dá seu nome a Sucot: a Festa dos Tabernáculos, cabanas, barracas, um lembrete anual das casas portáteis nas quais os judeus viveram durante sua jornada através do deserto.
As plantas usadas como cobertura para o teto da sucá nos lembra da proteção divina quando nossos antepassados viajavam no deserto. As Quatro Espécies são uma expressão de nossa unidade e nossa fé na onipresença de D’us. Após os dias solenes das Grandes Festas vivemos estes dias ampliando em alegria. A sucá nos lembra das Nuvens de Glória que rodearam nosso povo durante sua peregrinações pelo deserto a caminho da Terra Prometida. Todos então viram a especial proteção Divina, que D’us lhes concedeu durante aqueles anos difíceis. Mas embora as Nuvens de Glória desaparecessem no quadragésimo ano, na véspera da entrada na Terra de Israel, nunca cessamos de acreditar que D’us nos dá Sua proteção, e esta é a razão de termos sobrevivido a todos nossos inimigos em todas as gerações.
Arba minin – 4 espécies
Uma das observâncias centrais da festa de Sucot envolve manter unidas quatro espécies de plantas especificadas na Torá. Todos os dias de Sucot (exceto Shabat), mantemos juntos um lulav (folha de palmeira), um etrog (cidra), três hadassim (ramos de murta) e dois aravot (ramos de salgueiro). O lulav, hadasim e aravot estão unidos, enquanto o etrog é mantido separado. Existem vários costumes sobre como as três primeiras espécies são agrupadas, variando de anéis básicos a recipientes elaborados em forma de cesto.(Saiba mais)
Nossos sábios procuram responder sobre o significado das Quatro Espécies, comparando-as aos quatro tipos de judeus que formam nosso povo. O Etrog tem sabor e aroma, o Lulav tem sabor mas não tem aroma, a murta tem aroma mas não tem sabor e o salgueiro não possui nem um nem outro. Da mesma forma também existem judeus que têm a seu crédito tanto as boas ações como o estudo da Torah; outros possuem apenas uma dessas virtudes e a outros ainda faltam-lhes ambas.
Etrog
Quando seguramos as Quatro Espécies nas mãos, o Etrog, segundo a tradição, deve estar mais perto das Aravot do que das outras duas variedades. Com isto, mostramos que este não se recusa a se misturar com as espécies de menor valor, especialmente o salgueiro; o Etrog expressa a sua humildade e o desejo de união. Esta é a mais bela lição que as plantas nos oferecem. O Etrog não tem, como as outras frutas, época certa de amadurecimento. É encontrada o ano todo. O Etrog tem sabor e aroma, isso representa uma pessoa que cumpre Mandamentos da Torah com kavaná (intenção) sincera.
Lulav
O lulav tem sabor mas não tem aroma, isso representa uma pessoa que cumpre Mandamentos da Torah, porém sua kavaná (intenção) não é sincera.
Hadassim
Os Hadassim tem aroma mas não tem sabor, isso representa uma pessoa que até tem kavaná (intenção) mas infelizmente não cumpre Mandamentos da Torah.
A Aravá
A Aravá não tem sabor e não tem aroma, isso representa uma pessoa que não cumpre Mandamentos da Torah e não tem a mínima (kavaná) intenção de cumprir.
Yeshua faz uma compara as quatros sementes (pessoas) com as quatros espécies (pessoas) de Sucot.
A primeira semente – Hadassim
A primeira parte da semente que caiu do lado do caminho (vala do plantio), são aqueles em quem a palavra é semeada; mas, tendo-a eles ouvido, vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada nos seus corações. Essas pessoas têm intenção de cumprir Mandamentos da Torah, porém não comprem. São pessoas que querem cumprir Torah, todavia não priorizam e estão sempre adiando. Elas são representadas pelos Hadassim, tem aroma mas não tem sabor.
A segunda semente – lulav
A segunda parte que caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque não tinha terra profunda; Mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz (intenção) secou. Essas sementes são pessoas que cumprem Mandamentos da Torah, porém a sua intenção não é verdadeira, são pessoas que buscam status, likes, curtidas, fama, reconhecimento. Elas são representadas pelos lulav que tem sabor mas não tem aroma.
A terceira semente – aravot
A terceira parte das sementes que caiu entre espinhos e, crescendo os espinhos, a sufocaram e não deu fruto, são pessoas que não cumprem Torah e não tem a mínima intenção de cumprir. Elas são representadas pelos aravot que não tem sabor e não tem aroma.
A quarta semente – Etrog
A quarta parte das sementes caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro sessenta, e outro cem, são pessoas que cumprem Mandamentos da Torah com intenção sincera, por amor a D’us, ao seu filho Yeshua e a sua Torah. Elas são representadas pelo Etrog que tem sabor e aroma.
Ao contar a parábola do semeador, Yeshua tinha (sem dúvidas) em mente a festa de Sucot.
Pensamento desleixado sobre as parábolas de Yeshua
As parábolas de Yeshua eram metáforas engenhosamente simples que transmitiam lições espirituais profundas. Seus ensinamentos eram repletos dessas histórias do dia a dia. Algumas delas não
“passavam” de observações rápidas sobre acontecimentos, objetos ou pessoas comuns. Yeshua era mestre em contar histórias. Não existe verdade tão familiar ou doutrina tão complexa à qual ele não conseguisse dar nova profundidade e sabedoria contando uma simples história. Essas narrativas mostravam a profundeza plena e poderosa de sua mensagem e de seu estilo de instrução. A despeito da popularidade das parábolas, tanto o método quanto o significado por trás do emprego que Yeshua fez dessas histórias são compreendidos e representados de maneira ERRADA, até mesmo por estudiosos da Bíblia e especialistas em gêneros literários.
Muitos supõem, por exemplo, que Yeshua contou as parábolas por uma única razão: para tornar seus ensinamentos o mais fáceis, acessíveis e agradáveis possível. Afinal de contas, as parábolas eram repletas de aspectos familiares — cenas facilmente reconhecíveis, metáforas agrícolas e pastoris, itens domésticos e pessoas comuns. Isso, naturalmente, tornaria suas palavras mais compreensíveis para seu público simples. Eram, sem dúvida alguma, um método brilhante de revelar mistérios eternos às mentes humildes. As parábolas de Yeshua certamente mostram que até mesmo as histórias e as ilustrações mais singelas podem ser ferramentas eficazes para o ensino das verdades mais sublimes. Alguns alegam que o uso de parábolas por Yeshua demonstra que a narrativa é um método melhor para ensinar verdades espirituais do que discursos didáticos ou exortações por meio de sermões. Histórias, dizem eles, “têm mais impacto do que sermões. Quer comunicar uma mensagem ou levantar uma questão? Conte uma história. Foi o que Yeshua fez”.
Por que parábola?
Todas as visões acima citadas são erradas — perigosamente erradas — porque levam em conta apenas parte da verdade. Veja, por exemplo, a convicção comum de que a única razão pela qual Yeshua usou parábolas era tornar verdades difíceis o mais claro, familiar e compreensível possível. Quando o próprio Yeshua explicou por que ele falava em parábolas, ele citou (Mateus 13:10-15) uma razão praticamente oposta:
10 E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? 11 Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; 12 Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. 13 Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. 14 E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis,e, vendo, vereis, mas não percebereis. 15 Porque o coração deste povo está endurecido,E ouviram de mau grado com seus ouvidos,E fecharam seus olhos;Para que não vejam com os olhos,E ouçam com os ouvidos,e compreendam com o coração,e se convertam,e eu os cure.
Note que ao ensinar por parábolas, Yeshua estava cumprindo uma profecia do Tanach (“Antigo Testamento”) dita pelo profeta Isaías (6:9-10).
Enquanto as parábolas realmente ilustram e esclarecem a verdade para aqueles que têm ouvidos para ouvir, elas têm justamente o efeito contrário para aqueles que se opõem e rejeitam Yeshua. O simbolismo esconde a verdade de qualquer um que não tenha a disciplina ou o desejo de procurar pelo significado pretendido pelo Rabino da Galileia, Yeshua O Ungido. É por isso que ele adotou esse estilo de instrução. Tratava-se de um juízo divino contra aqueles que recebiam seu ensinamento com desdém, descrença ou apatia.
Portanto, é verdade, sim, que as parábolas ajudam a ilustrar e explicar a verdade para pessoas simples que ouvem com corações fiéis. Mas elas também ocultam a verdade de ouvintes indispostos e descrentes, embrulhando os mistérios do Reino de D’us em símbolos familiares e histórias simples. Isso não aconteceu por acaso. Segundo seu próprio testemunho, a razão principal pela qual Yeshua adotou repentinamente o estilo de parábola pretendia mais esconder a verdade dos descrentes de coração endurecido do que explicar a verdade aos discípulos de mente simples. Era o propósito declarado de Yeshua “expressar coisas mantidas em segredo” — e suas parábolas servem ainda hoje a esse propósito duplo. Se as histórias que Yeshua contou parecem permitir infinitas interpretações e, portanto, não possuir qualquer sentido objetivo reconhecível, isso se deve ao fato de que sua compreensão verdadeira exige fé, diligência, exegese cuidadosa dentro do contexto (judaico) original e um desejo autêntico de ouvir o que O Ungido está dizendo.
É importante saber também que a todos os incrédulos falta essa capacidade. As parábolas de Yeshua falam da sabedoria de D’us, do mistério que estava oculto, o qual D’us pré ordenou, antes do princípio das eras. Nenhum incrédulo jamais compreenderá os mistérios das parábolas de Yeshua, filtrando-as com a peneira da sabedoria (ocidental) humana.
Conclusão
Todas as parábolas de Yeshua estão dentro de um contexto puramente judaico, e quando são tiradas deste contexto geram nos leitores somente dúvidas, nunca exclarecimentos. Yeshua não escolheu ensinar por parábolas, ele cumpriu a profecia de Isaías com relação ao endurecimento do “povo”. A Parábola do Semeador, por exemplo, tem sua raiz judaica na festa de Sucot. Essa parábola, concertza foi um golpe fatal para aqueles que não se encaixaram na espécie que tem sabor e aroma, o Etrog.
Abençoado Seja O Eterno


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