
Shalom! Seja muito bem-vindo ao nosso blog.
Gostaria primeiramente de agradecer por você estar aqui conosco, isso mostra que você é uma pessoa muito especial em busca de conhecimento. No nosso blog você encontrará semanalmente, estudos das Sagradas Escrituras (Bíblia) e com isso você poderá acompanhar de perto o que D’us tem para você através de sua palavra. É uma honra para nós, poder apresentar para você o estudo de hoje – “Expulsando o Macaco que há em Nós”.
Introdução
O homem veio do Macaco? Muitas pessoas já devem ter ouvido essa afirmação, entretanto, ela é incorreta. O que a teoria evolucionista proposta por Darwin afirma é que homem e macaco descendem de um ancestral comum, não sendo esse ancestral nem homem nem macaco. A verdade, é que ambos são criaturas de D’us. Na imagem acima, a figura de um homem segurando um macaco aparentemente bonzinho. Todavia não se engane, alguns macacos podem ser extremamente agressivos, dependendo da espécie e da situação:
Chimpanzés – São capazes de matar outros chimpanzés e são os únicos primatas, além dos humanos, a fazerem isso. A violência entre chimpanzés é um comportamento natural, que faz parte da evolução e ocorre para obter vantagens, como comida e sexo.
Babuínos – São grandes lutadores e não têm medo de outros animais, nem mesmo dos humanos.
Bonobos – As fêmeas são dominantes e as agressões entre machos e fêmeas são raras. No entanto, as fêmeas podem ser mais agressivas do que se pensava, representando 15,5% das interações violentas.
Com base nessas informações, os produtores cinematográficos criaram uma franquia de 10 filmes intitulados (originalmente) por “planeta dos macacos“. Contando a história de um mundo no qual macacos são inteligentes e mais evoluídos do que os humanos.

Filme original da franquia lançado em 1968. A trama se passa no ano 3978 e mostra o astronauta humano George Taylor (Charlton Heston) cair em um planeta desconhecido no qual os macacos são a espécie dominante, evoluídos, com inteligência e habilidade de fala, enquanto os humanos são aprisionados e sem a capacidade de se comunicar. Após os eventos do filme, Taylor descobre que o planeta é, na verdade, a Terra em um mundo pós-apocalíptico. A cena final do filme é uma das mais marcantes do cinema, na qual o personagem de Heston encontra a parte de cima de uma destruída Estátua da Liberdade e finalmente entende que está “em casa”.
Outro clássico do cinema é o filme “King Kong“.

A trama conta a história de um monstro gigante fictício que se assemelha a um gorila e que apareceu em várias mídias desde 1933. Kong é um membro de uma raça de gorilas gigantes que vive na Ilha da Caveira e possui habilidades como força, resistência e agilidade. O filme King Kong é uma alegoria das relações sociais capitalistas, onde o que é humano se expressa nos animais e o que é “animalesco” torna-se próprio do homem.
Macaco – Tradição Cristã

Os macacos aparecem frequentemente em manuscritos cristãos, parodiando ações humanas, mostrando truques aprendidos com os menestréis, como parte da representação visual de um texto de fábula. Na arte cristã, a figura do macaco costuma ser usada para simbolizar o pecado, a malícia, a astúcia e a luxúria. Excepcionalmente, os macacos são retratados como seres alados, e até demoníacos, pertencendo ao coro de demônios, frequentemente vistos como tentadores ou atormentadores. De fato, na Puerta De Las Platerías, na Catedral de Compostela, o diabo é representado como um macaco alado tentando “Cristo” no deserto. Por extensão, as imagens de macacos acorrentados acabaram sendo associadas às almas dos condenados no inferno.

No entanto, os macacos acorrentados também podem simbolizar o pecado sendo vencido pela fé e pela virtude. Tudo depende do contexto: associado ao mal, à malícia e ao vício, o macaco também era visto como simbolizando “a alma preguiçosa do homem”. Um macaco acorrentado, então, pode ser visto como uma representação alegórica da virtude da temperança, proporcionando equilíbrio no uso de bens criados.
Macaco – Tradição Judaica

Na tradição antiga do povo judeu, o macaco é visto como um símbolo da rebeldia. O sumo sacerdote Caifás – contemporâneo de Yeshua – é citado na Mishná (Parah 3:5) como Ha-Kof (“O Macaco”), trocadilho com seu nome, por ter se oposto ao Mishnat Ha-Hasidim (Tratado dos piedosos).
Encontramos na Torah (Genesis 9:21-23) um texto que fala sobre a embriagues de Noach (Noé). Sobre essa história o Midrash aproveita para advertir os homens sobre as consequências do alcoolismo. Quando Nôach plantou o fruto da vinha, o demônio quis associar-se a este trabalho trazendo um cordeiro, um leão, um porco e um macaco; imolou-os e regou a terra com seu sangue. O caráter dos animais sacrificados não tardou a manifestar-se em Nôach e em seus descendentes depois de ingerir a bebida.
(Se você prestar atenção à cena que segue abaixo, concordará com os efeitos desta “sociedade” até hoje…)

Bebendo um copo o homem torna-se manso como um cordeiro; no segundo, sente-se forte como um leão. Após o terceiro copo, deita-se e rola como um porco e continuando a beber, não tarda a praticar insanidade e “macaquices” como o macaco (M. Tanhumá, Noah 13).
Para o judeu, o vinho e seu consumo devem estar sempre associados à realização de uma mitsvá, como o Kidush de Shabat, casamento judaico, Shevá Brachot, Brit Milá, e em diversas outras ocasiões festivas (os chaguim). Saiba mais em: É pecado beber?
Em suma, o macaco é um animal bastante relevante – independente do contexto – para estudos, seja científico ou religioso.
Chassidei umot haolam – Justos entre as nações

Holocausto ou Shoah (palavra hebraica que significa, literalmente, “destruição, ruína, catástrofe”) é o termo utilizado para denominar o fenômeno de destruição sistemática – perseguição, exclusão sócio-econômica, expropriação, trabalho forçado, tortura, guetoização e extermínio de seis milhões de judeus da Alemanha e da Europa ocupada entre 1933 e 1945 pelo regime nacional-socialista, desempenhando o aprimoramento da técnica a favor do assassinato em massa um papel importante na dimensão e eficiência do extermínio. Essas seis milhões de vítimas representavam 65% da população judaica européia da época e 30% da população judaica no mundo. O Holocausto tornou-se o símbolo representativo da barbárie do século XX.
As atitudes em relação às vítimas durante o Holocausto variaram entre a indiferença e a hostilidade. Na categoria dos “observadores”, encontram-se pessoas que acompanhavam como seus antigos vizinhos eram mortos e até os que colaboravam com os perpetradores. Em um mundo em completo colapso moral, uma pequena minoria reuniu coragem extraordinária para defender os valores humanos. Estes foram os “Justos entre as Nações”. Ao contrário da tendência geral, estes salvadores consideravam as vítimas como seres humanos, e suas ações faziam parte de uma obrigação ética num mundo não determinista.
O conceito de “Justos Entre as Nações” vem da tradição judaica e remonta ao tempo bíblico. Todos os anos durante a festa de Pessach, os judeus lembram a filha do Faraó que desafiou suas ordens de jogar os meninos hebreus nas águas do Nilo, violou o decreto do pai e salvou Moshê (Moisés). Ao ver o recém-nascido no cesto, ela o escondeu e o criou como seu próprio filho. De atitudes heroicas com a da filha do Faraó, surgem perguntas: Como um ser humano pode vencer seu instinto de sobrevivência? Quando o natural seria fugir das chamas, como arriscar sua vida e a de seus próximos em nome de valores maiores do que manter a própria vida? O heroísmo não é a regra, e sim sua exceção.
Existe uma antiga crença judaica de que cada geração tem 36 indivíduos justos vivos, tzadikim e, por causa de seus méritos, o mundo continua a existir. Se houvesse menos, o mundo entraria em colapso. O livro de Provérbios fornece uma fonte antiga para a crença de que o homem justo é a base da existência do mundo:
“Quando o vento da tempestade passa, o ímpio não existe mais, mas o justo é um fundamento eterno”.(Provérbios 10:25)
Isso quer dizer que o justo se sustenta e sustenta o mundo, assim como os alicerces de um edifício o sustentam. A origem desta crença, encontrada no Talmud Babilônico, é transmitida da seguinte forma:
“Não há menos de 36 homens justos no mundo que recebem a Presença Divina”.(Sanhedrin 97b)
A ideia pode ter sido sugerida pela famosa história da Torah sobre Sodoma, na qual Avraham argumentou com D’us para salvar a cidade ímpia. D’us concordou, se dez indivíduos justos pudessem ser encontrados lá. Avraham venceu a discussão, mas perdeu a luta; Sodoma foi destruída, aparentemente porque o mínimo, dez indivíduos justos, não pôde ser encontrado. Na Cabalá, os trinta e seis ocultos têm o potencial de salvar o mundo, eles aparecem quando são necessários, e um deles – o maior de todos – será (é) o Messias. Eles vêm em momentos de grande perigo, tirados de seu anonimato e humildade pela necessidade de salvar o mundo. Porque eles podem e porque precisamos deles. Não foi por acaso que o nosso Messias – Yeshua – veio no período mais negligente do povo judeu, segundo os próprios rabinos.
O Segundo Templo Sagrado foi destruído e os judeus exilados da Terra de Israel em virtude de terem praticado entre si próprios sinat chinam – ódio gratuito (Tratado Yomá, 9b). O Talmud diz que os judeus falavam mal uns dos outros (lashon hará). O Talmud nos ensina que esses pecados são equivalentes – se não piores – do que a idolatria, imoralidade sexual e assassinato (Yoma 9b). Uma prova disto é o fato de que a reconstrução do Primeiro Templo ocorreu setenta anos após sua destruição e hoje, quase dois mil anos após a segunda destruição, o mesmo ainda não foi reconstruído.
A tradição judaica sustenta que as identidades dos lamed-Vav (36) – assim eles são chamados usando a gematria hebraica – são desconhecidas umas das outras e que, se um deles chegasse a uma realização de seu verdadeiro propósito, eles nunca o admitiria. Isso nos lembra muito Yeshua:
“E Yeshua, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo. E, tendo ele dito isto, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo. E, advertindo-o severamente, logo o despediu. E disse-lhe: Olha, não digas nada a ninguém; porém vai, mostra-te ao sacerdote, e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.”(Marcos 1:41-44)
Os Lamed-Vav Tsaddikim também são chamados de Nistarim (“os ocultos”). Nos contos populares judaicos, eles emergem de sua ocultação auto imposta e, pelos poderes místicos que possuem, conseguem evitar as ameaças de desastres de um povo perseguido pelos inimigos que os cercam. Eles voltam ao anonimato assim que sua tarefa é cumprida, ‘escondendo-se’ mais uma vez na comunidade judaica. Isso nos lembra muito Yeshua:
“E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Yeshua, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.”(Atos 1:9-11)
Na verdade, a tradição diz que se uma pessoa alegar ser um dos 36, isso é prova positiva de que certamente não o é. Uma vez que os 36 são, cada um, exemplares de anavah (“humildade”), ter tal virtude impediria a auto-proclamação de estar entre os justos especiais. Os 36 são simplesmente muito humildes para acreditar que são um dos 36. Isso nos lembra muito Yeshua:
“Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo (Tsadik) e salvador, humilde (anavah), montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta.”(Zacarias 9:9; Mateus 21:5)
Com frequência as pessoas chamam alguém de tsadik simplesmente porque ele é uma pessoa excepcionalmente boa. Então às vezes eles encontram um super-herói, alguém mais semelhante a um “anjo” do que a um ser humano, e dizem: “Agora, este é um tsadik!” Porém o mais especial sobre um tsadik é que ele realmente é o mais humano dos seres humanos. Um tsadik é um homem justo. Na tradição judaica, um tsadik é aquele que conquista a sua má inclinação, tendo domínio absoluto sobre seus desejos e sentimentos negativos, como o orgulho, a vaidade, a raiva e a inveja. O tsadik é humilde e pratica a justiça, a bondade e a caridade.
“Mas os frutos do Espírito são: amor, alegria, paz, longanimidade, brandura, bondade, fidelidade, modéstia, paciência. Contra estes não há lei. E aqueles que são do Messias crucificaram sua carne, com todas as suas paixões e desejos.”(Gálatas 5:22-24)
Rav Shau’l (Paulo) nos enisna o que é ser um tsadik de acordo com a tradição dos sábios:
“Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne.”(Romanos 8:12)
Shau’l usa uma linguagem que personifica o pecado. O pecado é tratado como uma pessoa (Macaco), que está em guerra dentro de nós para nos prejudicar. Aqui, Shau’l diz que não estamos em dívida com o pecado. Quer dizer que a carne, o pecado, te fez ofertas que você talvez tenha aceitado, e agora você se tornou um escravo dele. Ele te ofereceu prazeres, recompensas, e se tornou o seu senhor. Talvez você conseguido coisas através da mentira, ou da sensualidade, ou da bajulação, ou da pornografia, ou por amizades que desonram a D’us, mas é tudo uma ilusão. Você não está em dívida com nenhum pecado, porque tudo o que o pecado tem pra oferecer na verdade é morte.
“Porque, se viverdes segundo a carne, caminhas para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis.”(vs 13)
Todo esse prazer que talvez esteja conquistando hoje, ou algum status, ou algum favor de alguém, por causa do pecado, é uma ilusão, no final isso vai destruir você. É como um mafioso que oferece grandes recompensas pra que você o sirva, e no final você daria pra nunca ter aceitado aquela primeira oferta. Rav Shau’l diz que devemos mortificar o pecado, ou “fazê-lo morrer” – e isso TODOS OS DIAS. Mortificardes – Uma ordem! Não é uma opção. Você precisa da mortificação. Mas o que é isso?
Os feitos do corpo no texto se refere à depravação da nossa natureza. O nosso corpo si só não é mau. D’us que criou o nosso corpo. Mas o pecado usa o nosso corpo como instrumento para prática do pecado. Então essa prática, os feitos do corpo, deve ser mortificada. Mortificar os feitos do corpo é controlar o mau instinto – inclinação para o mal – macaco – que existe dentro de nós. Quando controlamos o nosso Yetzer hara – inclinação para fazer o mal – nos tornamos Tsadikim, justos.
Como já mostramos aqui, a palavra justo em hebraico é (צדיק) tsadik. A palavra macaco em hebraico é (קוף) kof.
A letra (צ) Tsad significa lado, deixar de lado, se desfazer em sentido metafórico. A letra Kof (ק) significa macaco.
Com isso, aprendemos que justo – Tsadik – em Hebraico é literalmente aquele que deixa o macaco – kof – de lado, isto é, justo é aquele que deixa o Yetzer hara – inclinação para fazer o mal de lado.
O homem justo consegue aprisionar o seu lado animal.

Abençoado Seja O Eterno

Deixe um comentário