Parashat Vayerá parte 2

Shalom!

Mais do que um teste de obediência para Abraão, o episódio da Akeidat Ytzchak – a amarração (“sacrifício”) de Isaque – representa em muitos pontos, os acontecimentos que levaram à morte e ressurreição de Yeshua – O Messias. Estes últimos que se deram no período de Pessach e Matzot – os pães sem fermento.

Observação:. Neste estudo, vamos abordar vários textos da tradição judaica – que possivelmente você vai se surpreender como eles apontam para Yeshua, o nosso Messias.

Na parte 1 desta parashá – Vayerá -estudamos a respeito da promessa de um filho para Abraão e Sara. Nosso pai – Abraão – recebe a visita de três viajantes – “anjos” – que chegam para anunciar a gravidez da nossa mãe – Sarah.

“Certamente voltarei a ti por esta época no ano que vem, e eis que Sara, tua mulher, terá um filho…”(Bereshit/Gn 18:10)

Continuação…

Um ano se passou desde que Abraão – nosso pai – recebeu os viajantes em sua tenda. “Então, Adonay lembrou-se de Sara, como tinha dito, e Adonay fez a Sara como tinha dito. E Sara concebeu e deu à luz um filho a Abraão na sua velhice, no tempo em que D’us lhe havia falado. E Abraão chamou Isaque ao filho que lhe nascera, que Sara lhe dera à luz”.(Bereshit/Gn 21:1-3)

Reflexão: A vida muitas vezes nos apresenta desafios e incertezas que podem nos fazer questionar o propósito e os planos de D’us para nós. No entanto, a Palavra do Eterno nos assegura que Ele é fiel e cumprirá seus propósitos em nossas vidas. D’us é Soberano e fiel para cumprir tudo o que prometeu. Ele tem um propósito para cada um de nós e está comprometido em realizá-lo. Quando enfrentamos dificuldades, podemos ter certeza de que D’us está trabalhando em nosso favor, mesmo quando não podemos ver o resultado imediato, mas no tempo determinado por D’us ele cumprirá a sua promessa, o seu propósito em nós. Foi assim com Abraão que – mesmo sendo velho – tornou-se pai. Foi assim com Sara que – mesmo sendo estéril – tornou-se mãe.

Qual é o seu problema? Seu desafio? Sua dificuldade? Sua incerteza? Sua insegurança?

É saúde? Financeiro? Sentimental? Espiritual?

Tenho certeza que o Todo Poderoso – Havayah – tem propósitos para tua vida. Não duvide – acredite. Não se desespere – confie. Agarre-se na promessa que D’us fez para você. Ame a D’us – Guarde os seus Mandamentos. Tudo que ele te prometeu – ele vai cumprir.

Voltando a parashá…

A Torah nos conta que quando Isaque foi desmamado – aos dois anos – Abraão deu uma grande festa, um grande banquete. Na festa havia convidados de todas as partes, inclusive os homens mais importantes de então. Segundo Rashi – o maior comentarista da Torah – estavam presentes: Shem, Éber, Abimeleque. Nos conta o midrash que entre estes, contava-se, disfarçado, um visitante inesperado: o acusador dos homens, inimigo da humanidade, o anjo da morte e da destruição. Sim, o próprio Satan.

O pequeno Isaque cresceu junto com seu meio-irmão mais velho, Ismael, filho de Hagar – a Egípcia. Isaque prestava atenção a tudo que Abraão – seu pai – lhe ensinava. Mas Ismael zombava. Abraão não percebia isso, mas Sara sim. Um dia Sara observou uma briga entre os dois irmãos.

Rashi, analisando as palavras de Sara – “expulsa essa escrava e seu filho, porque o filho dessa escrava não participará da herança com meu filho Isaque” – comenta que a briga era exatamente por causa da herança de Abraão. Todavia, os sábios divergem sobre esse assunto.

No midrash (Bereshit Rabá 53:11 ) os sábios divergem entre: herança, idolatria e imoralidade sexual. Independente do motivo, Sara não permite que Isaque cresça ao lado do seu irmão e obriga a Abraão mandar Ismael e sua mãe – Hagar – irem embora. Sobre esse assunto, confira em deixado para morrer

O Midrash conta que, após voltar das comemorações – da festa de Abraão – Satan passa a difamar Abraão perante D’us. Descreve o banquete e as festividades em grande detalhe, plantando a semente da intriga: “Sabes que teu servo fiel, Abrão, esqueceu-se de ti… ao buscar somente sua alegria esqueceu-se de ti, Aquele que o abençoou com um filho…sim, de fato alimentou seus convivas, mas negligenciou ao não te oferecer sequer um animal em sacrifício, como um modesto sinal de sua gratidão”. D’us não se deixa convencer. Jamais houvera ou haveria um homem que amasse tanto D’us quanto Abrahão. “Erras ao suspeitar dele”, responde o Eterno a Satan. “Tivesse Eu algo a lhe pedir e ele me daria tudo o que é seu – até mesmo seu filho”. E, ao ouvir isto, Satan desafia o Senhor do Universo: “Testa-o, se tão certo estás disso”.

A prova veio muitos anos mais tarde, quando Isaque era um homem de 37 anos – segundo a tradição.

“E aconteceu depois destas palavras, D’us testou Abraão. Ele lhe disse: Abraão! E ele respondeu: Aqui estou. Disse (D’us): Pegue, te rogo, teu filho, o único que amas, Isaque e saia por você para a terra do Moriyah e ofereça-o em elevação ali por oferta queimada sobre a montanha que direi para você. Abraão levantou-se bem cedo, selou seu jumento e levou dois de seus jovens com ele, além de Isaque, seu filho. Ele cortou a madeira para a oferta queimada, partiu e foi em direção ao lugar que D’us tinha dito”.(Bereshit/Gn 22:1-3)

Abraão havia passado por muitos testes antes – nove no total. Quando jovem, ele havia escolhido a morte certa em uma fornalha ardente em vez da adoração ao demagogo maligno – o Rei Nimrod – e foi milagrosamente salvo. Ao longo de sua vida, ele nunca questionou a justiça de D’us, apesar de suas muitas tribulações. Exceto uma vez, quando ele exigiu justiça para os habitantes de Sodoma e Gomorra – como vimos na parte 1 – e foi assim que ele passou em outro teste. Mas o teste de oferecer Isaque era uma classe em si. Porque esse teste não fazia sentido algum.

Reflexão: Imagine-se numa longa caminhada na floresta, andando em paz por várias horas e de repente percebe à distância uma visão terrível: um homem amarrando o seu filho no que parece ser… um altar, com fogo queimando embaixo dele! Você não consegue acreditar no que está vendo! Completamente atordoado, você pega o celular, liga para a polícia e começa a gritar, fazendo barulho para interromper o ritual macabro. A polícia chega rápido, sai do carro e começa a se aproximar do homem com a faca, enquanto anunciam pelo megafone “Abaixe a faca e solte o rapaz, e nada te acontecerá”. Ele obedece e minutos depois começa a explicar calmamente: “D’us falou comigo três dias atrás mandando eu sacrificar meu filho. Nós dois aguardamos na estrada por um sinal que finalmente chegou”.

Se esse homem fosse seu parente, você se orgulharia dele? Você tentaria imita-lo?

Voltando a Akedah…

A Torah conta que pela manhã bem cedo, Abraão selou pessoalmente seu burro. Ordenou aos – dois – servos que os acompanhassem. Abraão rachou lenha (para tê-la pronta para o sacrifício) e colocou-a sobre o burro. Chamou Isaque, e partiram juntos. Entretanto (conta o midrash), Satã percebe que sua armação se virara contra ele. Sabia que Abraão e Isaque passariam, incólumes, pelo teste e, em conseqüência disto, seus descendentes seriam abençoados para todo o sempre. Um dia, num futuro distante, seus descendentes fariam acontecer uma era em que seus poderes de morte e destruição seriam vencidos, e ele, Satan, deixaria de existir. Esse ensinamento, também é encontrado nos Escritos dos Nazarenos:

“E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre…E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.”(Apocalipse 20:10,14)

Assim sendo, o anjo do mal novamente entra em ação, tentando, desta vez, interromper o evento que ele mesmo instigou. Começa por Abraão, tentando convencê-lo a poupar Isaque, desobedecendo ao Mandamento Divino. Mas, apesar das provocações e zombarias, o velho Abraão não titubeia. Ao falhar com o pai, passa Satan para o filho. Revela-nos o Midrash que ele se disfarça, perante Isaque, como um garoto bonito: “Onde vais?” pergunta. “Estudar a Torah”, responde o filho de Abraão. “Agora ou depois de tua morte?”, pergunta-lhe. “Que pergunta tola. Não sabes, porventura, que a Torah só é dada aos vivos?”, responde-lhe Isaque. É quando Satan, finalmente, deixa-se desmascarar: “Pobre filho de uma pobre coitada. Durante anos a fio ela orou por ti, e agora teu pai, tendo perdido a razão, está prestes a te matar!” Segundo o Midrash houveram outras tentativas do Satan.

Isaque volta-se, então, a seu pai: “Cá estão o fogo e a madeira, mas e o carneiro para a oferenda?” Abraão retruca: “D’us irá prover, Ele mesmo, o carneiro para o sacrifício, meu filho”. E o filho percebe, finalmente, o que está para acontecer. O Midrash revela que em vez de se desesperar, Isaque passa a confortar o pai: “Não sofras, pai. Cumpre, por meu intermédio, o desejo de Teu Criador. Que meu sangue sirva de expiação para teus futuros descendentes”. Pai e filho seguem seu caminho. Um para executar, o outro para ser executado, mas ambos igualmente decididos a cumprir a ordem Divina.

Finalmente, na manhã de seu terceiro dia de viagem, chegam ao Monte Moryah, descrito no Midrash como uma esplendorosa montanha sob uma nuvem de fogo. Os dois homens que os tinham acompanhado ficam para trás, enquanto pai e filho iniciam a subida rumo ao sacrifício. Juntos, recolhem os gravetos e juntos os dispõem sobre a pedra que serviria de altar. Abraão ata seu filho e o coloca sobre os gravetos, no altar. Isaque pede ao pai que o amarre com força, para que o sacrifício transcorra de acordo com a shechita (Bereshit Raba 56:8) – o método religioso e humano judaico de abater animais e aves permitidos para alimentação. É o único método de produção de carne e aves kosher permitido pela lei judaica.(Deveriam/Dt 12:21)

Abraão toma da cintura o facão para sacrificar seu filho. E então, quando já parecia certa a morte de Isaque, um anjo de D’us chama, dos céus, “Abrahão! Abrahão!…Não estendas tua mão contra o rapaz nem faças nada contra ele, pois agora sei que és um homem temente a D’us, já que não poupaste teu filho, teu único filho, de Mim”. Abraão ergue seus olhos, e vê um carneiro preso pelos chifres num galho da árvore, e “Abraão tomou o carneiro e o ofereceu como sacrifício em lugar de seu filho”.

De acordo com a Torah Shebichtav (Ensinamento Escrito), Isaque não foi sacrificado por Abraão – um carneiro foi sacrificado em seu lugar. Todavia, a Torah Shebe’al peh (Ensinamento Oral) ensina que Abraão – de fato – sacrificou Isaque. Calma! Não é o que você está pensando… A Torah Oral é o ensinamento – falado – de geração a geração. Esse ensinamento está registrado em obras judaicas como Talmud – Midrash – Gemará – Mishná – e Cabalá. É sobre este último que iremos abordar a partir de agora.

O Sacrifício de Isaque – Dentro da Cabalá

Cabalá é uma palavra hebraica que significa “recepção“. É misticismo judaico, que Moshê recebeu de D’us, os alunos de Moshê receberam dele, e assim sucessivamente no decorrer dos séculos. A Cabalá é a interpretação espiritual de toda a Torá, a compreensão do funcionamento interior das coisas, do mundo, de D’us, da alma, da Torá, e a vasta coleção de sabedoria oral e impressa que abrange e registra aquele conhecimento. Não há um “Livro da Cabalá”, mas há livros judaicos de Cabalá e sobre Cabalá. O mais conhecido é o Zohar, escrito por Rabi Shimon Bar-Yochai de Israel no século II EC. É uma compilação de entendimentos cabalistas sobre a Torá.

Outro nome para Cabalá – mais revelador – é “Torat ha’Sod.” Comumente, é mal traduzido como “o ensinamento secreto”. A tradução correta, porém, contém o significado oposto: “o ensinamento do secreto.” O “ensinamento secreto” significa que estamos tentando esconder algo de você. O “ensinamento do secreto” significa que estamos tentando ensinar algo a você, abrir e revelar algo oculto – espiritual. Em suma, é uma linguagem mística que jamais deve ser entendida literalmente.(Fonte: Chabad)

Preparem-se! Vamos mergulhar num Oceano profundo, repleto de mistérios – tranquilo para os judeus – turbulento para os cristãos.

Mais do que um teste de obediência para Abraão, o episódio da Akeidat Ytzchak – a amarração (“sacrifício”) de Isaque – representa em muitos pontos, os acontecimentos que levaram à morte e ressurreição de Yeshua – O Messias.

Por não reconhecer Yeshua como o Messias de Israel, o judaísmo tradicional alega que o sangue – humano – de um Tsadik (Justo) não pode servir de expiação pelo pecado da nação. Como foi dito – pelo simples fato deles não aceitarem Yeshua como Messias. Todavia, não é isso que ensina o misticismo judaico.

Vimos no Midrash, que quando Isaque percebeu que seria sacrificado, em vez de se desesperar, passou a confortar o pai dizendo:

“Não sofras, pai. Cumpre, por meu intermédio, o desejo de Teu Criador. Que meu sangue sirva de expiação para teus futuros descendentes”.

Na linguagem mística – de Isaque – podemos ver o despontar do sacrifício de Yeshua, que viria acontecer cerca de 1700 anos depois – conforme dito por Isaque “futuros descendentes”. A linguagem mística – de Isaque – é a mesma de Yeshua:

“Enquanto comiam, Yeshua tomou o pão, recitou a benção, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: Tomai e comei; isto é o meu corpo. Então ele pegou o cálice, deu graças, deu-o a eles e disse: Tome, beba dele, todos vocês. Este é o meu sangue da aliança renovada, que é derramado por muitos para expiação dos pecados.(Mateus 26:26-28)

O Zohar – obra máxima – da Cabalá, afirma que Isaque foi sacrificado, ou seja, morreu. No texto da Torah, quando Abraão volta do Monte Moryah, Isaque não é citado:

“E Abraão voltou para os seus jovens, e eles se levantaram e foram juntos para Berseba; e Abraão permaneceu em Berseba”.(Bereshit/Gn 22:19)

Partindo desse ponto (Isaque não é citado no versículo), o Zohar oferece três interpretações:

• Isaque subiu ao Gan-Éden (Paraíso) e permaneceu lá por 3 anos.

• Depois da Akedah, Isaque foi levado pelos anjos para o Paraíso e peregrinou lá por 3 anos.

• Quando Rebeca vê Isaque se aproximando, ela se desequilibra e cai do camelo, pois percebeu que ele estava descendo dos céus.

Mas uma vez, a tradição – mística – judaica segue apontando para Yeshua através do sacrifício de Isaque. Pois nos Escritos Nazarenos, nós lemos:

“Yeshua lhe disse: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Gan-Éden (Paraíso)“.(Lucas 23:43)

“Pois eu vos entreguei desde o princípio, conforme recebi: Que o Messias morreu por nossos pecados, como está escrito. E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”.(1 Coríntios 15:3-4)

“Então o sinal do Filho do homem aparecerá no céu; e então todas as gerações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com um exército e grande glória”.(Mateus 24:30)

O que estamos vendo aqui, é uma fantástica conexão espiritual entre o Sacrifício de Isaque e a Morte de Yeshua. Essa Conexão entre a Tradição (Cabalá) Mística e os Escritos Nazarenos (“Novo Testamento”) não é apenas concernente a Morte de Yeshua, mas ao seu Nascimento.

O Nascimento Virginal de Yeshua sempre foi um dos principais motivos da recusa do judaísmo comum em não aceitar que Yeshua seja o seu Messias. Para todo o judaísmo, o Messias será um homem, filho de uma relação sexual entre um casal, o que não é nenhum pecado, é até mesmo obrigatório pela Torah. Alegam os rabinos – judeus – que o conceito do Nascimento Virginal do Messias nunca foi original do judaísmo, na verdade – dizem eles – que este conceito vem das mitologias pagãs de séculos antes mesmo de Yeshua. Será mesmo?

Infelizmente, alguns grupos Messiânicos compraram essa idéia, alegando que com a ascensão do cristianismo – religião criada por Inácio de Antioquia, e mais tarde oficializada pelo imperador Constantino – a igreja romana se apoderou dos Escritos dos Judeus Nazarenos, adulterou-os, escolheu os que mais lhe interessava e rejeitou outros, formando assim o Novo Testamento, da qual se extrai a doutrina do Nascimento Virginal do Messias. Será mesmo?

Será que o Nascimento Virginal do Messias é mitológico? Será mesmo que o Nascimento Virginal do Messias é uma invenção do Cristianismo? Será mesmo que a Tradição Mística do judaísmo não diz nada sobre o Nascimento Virginal do Messias?

Preparem-se! O que vamos apresentar agora, pode ser – talvez – a maior prova judaica de que Os Escritos Nazarenos estão certos ao dizer que sim; Yeshua Nasceu de Uma Virgem – a Virgem Maria.

Vimos na Torah que Abraão sacrificou um carneiro no lugar de Isaque. O Zohar nos conta que a primeira palavra da Torah, Bereshit (בראשית) “no começo”, pode ser Bara Tish (ברא תיש) significando “cordeiro criado”. Este cordeiro é o que D’us fez para Abraão, para ser sacrificado ao invés de seu filho, Isaque.

“Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”

O Zohar nos revela que quando Isaque fez a pergunta acima a seu pai, uma voz dos céus falou: “o cordeiro foi criado no início da criação para a amarração de Isaque”.

“E disse Abraão: D’us proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos.”

Abraão não mentiu para Isaque, ele teve uma profecia. O cordeiro foi criado para um propósito específico e está sugerido na primeira palavra da Torah. Abraão tinha uma forte conexão espiritual e certeza nos caminhos de D’us. Mesmo que ele não tenha pensado sobre um cordeiro ou tenha calculado a opção de encontrar um cordeiro para abater no lugar de Isaque, sua alma expressou o evento futuro. Ensina o Zohar que evento da amarração foi um grande plano de D’us para abrir um canal de misericórdia para o mundo e permitir a sua Chesed – Graça – que é O Messias.

Os Escritos Nazarenos destacam que Yeshua é o cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo (1 Pedro 1:19-20; Apocalipse 13:38). O que isso tem em comum com o Nascimento Virginal do Messias? É agora que vamos desenrolar o rolo misterioso…

Para apreciar a dimensão de tudo que estamos apresentando aqui, é apropriado que vejamos mais uma vez o que o Zohar diz sobre o assunto da Amarração de Isaque:

“Quando Abraão estava prestes a matar Isaque, a alma deste último voou para longe para ser substituída mais tarde por um Espírito Santo das Regiões Celestiais. Segue-se então que a vida de Isaque após a Amarração foi a vida de um Ser Humano que não se originou de uma gota de sêmen. Devemos ver Isaque como alguém que renasceu em consequência dessa experiência: uma criatura totalmente nova. O Santo Bendito Seja Ele, aplicou o critério mais rigoroso a ele ao deixá-lo morrer e, subsequentemente, infundiu nele uma nova alma. Ele também santificou seu corpo; daquele momento em diante, o corpo de Isaque se assemelhava ao de Adão, também não o produto de uma gota de sêmen”.

Agora entendemos também por que o carneiro que Abraão sacrificou no lugar de Isaque não foi o produto da procriação natural , ou seja, através do sêmen, mas foi criado durante o período do crepúsculo no Sexto Dia da Criação, conforme relatado na Mishná (Avot 5:6).

Isso é fantástico! Como não relacionar esse relato do Zohar com o dos Escritos Nazarenos que diz:

“Ora, o Nascimento de Yeshua o Messias foi assim: Que estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntar, achou-se ter concebido do Espírito Santo. Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo; E dará à luz um filho e chamarás o seu nome Yeshua; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E o chamarão pelo nome de Emanuel, Que traduzido é: D’us conosco”.(Mateus 1:18-23)

Voltando a Akedah…

Conhecendo a Tradição do Seu Povo, Shau’l – Paulo – escreveu:

“E ele raciocinou consigo mesmo, que D’us era capaz até de ressuscita-lo dentre os mortos; e, portanto, à semelhança [de uma ressurreição], ele foi restaurado a ele”. (Hebreus 11:19; Pirkei De Rabbi Eliezer 31:8)

Conclusão

Nós do grupo – O Caminho da Teshuvah – não temos a menor pretensão de afrontar você que não aceita Yeshua como o Messias de Israel, você que o aceita, porém rejeita o Nascimento Virginal do mesmo, descredibilizando o assim chamado Novo Testamento. O nosso propósito é mostrar a você que usa a tradição judaica como apoio para negar Yeshua, que você está completamente equivocado. O que apresentamos aqui, são provas inequívocas de que a Tradição Judaica ensina sobre um Messias que Nascerá de uma Virgem, um Messias que fará expiação pelo seu povo através do seu Sangue, um Messias que ressuscitará ao terceiro dia, um Messias que foi para os céus e que voltará outra vez.

Yeshua é o Único que preenche todos esses requisitos.

Yeshua de Nazaré é O Messias de Israel.

Abençoado Seja O Eterno


Comentários

Uma resposta para “Parashat Vayerá parte 2”

  1. […] parasha anterior (link) estudamos sobre a amarração “sacrificio” de Isaque, e de acordo com a tradição e […]

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