A Essência dos Mandamentos

A Essência dos Mandamentos por Yeshua (Jesus)

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A Essência dos Mandamentos por Yeshua

Dez Mandamentos, como geralmente é conhecido, na verdade é uma tradução errônea das palavras hebraicas Asseret HaDibrot, que significam “Os dez ditos” ou “As dez declarações”. Para facilitar o seu entendimento, nos referiremos aos Asseret HaDibrot como os “Dez Mandamentos”, mas devemos ter em mente que essa tradução é imprecisa e até mesmo capciosa.

O Midrash relata que quando D’us, concedeu a Torah (“lei”) no Monte Sinai, nenhum pássaro trinou, nenhuma ave voou, nenhum boi mugiu, nenhum Malach (“anjo”) ascendeu, nenhum serafim bradou ‘Sagrado’. O mar não ondulou e nenhuma criatura emitiu som algum. Todo o vasto Universo silenciou e emudeceu. E foi naquele momento que a Voz se fez ouvir, proclamando: ‘Eu sou o Eterno, teu D’us’ (Shemot Rabá, 29:9). Essa passagem do Midrash enfatiza que a Revelação Divina no Sinai foi um evento singular na História da humanidade. Apesar da descrição feita na Torah (Os cinco primeiros livros da Bíblia) as nuvens pesadas, o trovão e os raios, o alto toque do Shofar, não conseguimos, de fato, entender a profundidade do que nossos antepassados ouviram e viram quando D’us Se revelou a eles. Certamente, não há como descrever a grandiosidade do que seja para o finito estar face a face com o Infinito.

Os Dez Mandamentos:

Os Dez Mandamentos foram dados por D’us a Moshê (Moisés) em duas tábuas de pedra, que segundo a tradição dos sábios de Israel, eram de safira. Um dos motivos para essa divisão é que há uma relação intrínseca entre os ditames da tábua da direita e os da esquerda. A ordem na qual os Dez Mandamentos foram gravados nas tábuas tem um significado de máxima importância. Os Sábios ensinam que o primeiro Mandamento está relacionado ao sexto, o segundo ao sétimo e assim por diante. Segue a ordem dos Mandamentos em cada tábua:

1° Mandamento: Acreditar na Existência de D’us, e em Sua Providência; 2° Mandamento: Não Adorar Ídolos; 3° Mandamento: Não Pronunciar o Nome de (יהוה) D’us em Vão; 4° Mandamento: Separar e guardar o Shabat; 5° Mandamento: Honrar Pai e Mãe;

6° Mandamento: Não Assassinar; 7° Mandamento: Não Cometer Adultério; 8° Mandamento: Não Roubar (Raptar); 9° Mandamento: Não Levantar Falso Testemunho; 10° Mandamento: Não Cobiçar.

O 1° e o 6° Mandamentos estão relacionados, pois o fato de acreditarmos em D’us como o Criador do Universo, Aquele que dá a vida, leva-nos a respeitar os outros seres humanos. O homem foi criado à imagem de D’us. Desrespeitar o homem é desrespeitar a D’us. Há uma ligação clara entre o 2° e o 7° mandamentos, pois cometer idolatria é, essencialmente, um ato de adultério, isto é, de traição a D’us. No Monte Sinai, houve um casamento, firmou-se uma aliança eterna entre D’us e o Povo Judeu. Quem serve a ídolos, está sendo infiel ao Eterno. O mesmo vale para o casamento. A união de um homem e uma mulher simboliza o relacionamento entre D’us e o Povo Judeu. A Torah ensina que a fidelidade é de suprema importância e a violação do casamento é um pecado de extrema gravidade.

O 3° e o 8° Mandamentos também são semelhantes, pois roubo e juramento em falso são, ambos, atos desonestos, cometidos em busca do proveito próprio ou do lucro indevido. Jurar em falso é tratar a D’us e à Sua palavra e Nome com leviandade; roubar é cometer um ato semelhante, pois, de certa forma, é o mesmo que negar a onisciência de D’us. O 4° e o 9° Mandamentos também estão entrelaçados. O Shabat, o dia de descanso, é, como diz a Torah, um sinal através do qual testemunhamos que o Criador criou o universo físico em 6 dias e, no 7°, cessou de cria-lo. Aquele que conhece a Torah e sabe da importância do Shabat e, mesmo assim, o desrespeita, está testemunhando em falso contra o Criador. Há uma relação muito curiosa entre o 5° e o 10° Mandamentos. É raro ver alguém cobiçar os pais de outros, pois isso é um fato imutável na vida do ser humano. Da mesma forma, não se deve cobiçar nada que não é seu. Assim como cada pessoa tem seus próprios pais que a trouxeram ao mundo, todo ser humano tem seu quinhão e sua missão na vida. Não se deve, portanto, cobiçar o que pertence a outrem.

Os Dez Mandamentos resumidos por Yeshua

Mas quando os P’rushim (fariseus) ouviram que ele havia feito os Zadukoyee (saduceus) se calarem, eles se reuniram. Então um deles, doutor da lei, para o experimentar, interrogou-o, dizendo: “Mestre, qual é o grande Mandamento da Torah (lei)? Disse-lhe Yeshua: Amarás Adonay (יהוה) teu D’us de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e o primeiro Mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” ( Matay/Mateus 22:34-39)

Essa passagem que você acabou de ler, infelizmente é muito mau interpretada e ensinada no meio cristão. Para os cristãos, Yeshua (Jesus) resumiu a lei dos Mandamentos em apenas dois, resultando em uma nova ordem para os seus seguidores. Eles argumentam que não é mais necessário a observância dos Dez Mandamentos, uma vez que Yeshua (Jesus) os resumiu simplesmente em amor, amor a D’us e amor ao próximo. Amar a D’us sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo, paira sobre muitos irmãos o entendimento de que Yeshua (Jesus) trouxe esses dois Mandamentos substituindo os demais. Ledo engano desses pobres pensadores desprovidos de sabedoria. Embora não haja explicitamente a palavra resumir no texto escrito por Mateus, o entendimento é correto. Todavia, a primeira análise que devemos fazer é que há uma grande diferença entre resumir e reduzir algo.

•Resumir: é extrair a essência de algo

•Reduzir: significa retirar ítens de algo

Ao resumir a lei, Yeshua, em hipótese alguma retirou algo do que nela está escrito. A final, ele mesmo declarou que não veio para abolir, mas para ensinar de forma plenamente correta, e que nada da lei pode ser tirado até que tudo se cumpra (Mateus 5:17).

Para facilitar a compreensão acerca do que Yeshua fez, vamos usar um exemplo prático bem simples:

Eis um quitute que não pode faltar na mesa dos brasileiros: aquele bolo quentinho! Seja como sobremesa ou como aquele acompanhamento gostoso para o café da tarde, o bolo faz parte da nossa cultura de cozinha desde a infância, quem não lembra do cheirinho do bolo da vovó ? Chocolate, fubá, milho, laranja, limão… Versátil, o bolo permite uma infinidade de sabores e combinações para agradar todo mundo! E outra vantagem do bolo é que, em geral, é muito fácil de fazer. A base de ingredientes para a massa varia muito pouco de receita para receita, o que muda é o sabor – e é aí entra nossa criatividade (e as boas ideias de Recepedia!). Por isso, vale ter sempre à mão os ingredientes básicos para fazer um bolo. Você sabe quais são eles? A gente lista aqui:

•1 Ovos; •2 Manteiga ou margarina; •3 Farinha de trigo; •4 Leite; •5 Maizena; •6 Açúcar; •7 Fermento.

Como você pode ver, usamos como exemplo sete ingredientes para fazer o bolo, lembrando que os ingredientes podem ser mais ou menos, depende o sabor e tamanho do bolo.

Na primeira imagem estão os ingredientes, na segunda, o bolo feito com todos os ingredientes da primeira imagem. Ou seja, os ingredientes estão presentes tanto na primeira imagem quanto na segunda. Isso significa que se você comer uma fatia desse bolo, por menor que seja, você estará ingerindo todos os ingredientes que foram usados.

Foi exatamente isso que Yeshua fez, um bolo, um bolo de Mandamentos. Ele pegou os Mandamentos da Torah e extraiu deles, a essência, que em hebraico a chamamos de Ahavah (אהבה) Amor. O aspecto mais importante da mensagem de Yeshua no estudo dos Dez Mandamentos é exatamente a sua essência. Os primeiros cincos Mandamentos, contidos na primeira tábua, chamamos em hebraico: as mitzvot ben Adam La’Makom, os Mandamentos entre o homem e seu Criador. Já os outros cincos Mandamentos da segunda tábua, chamamos: as mitzvot ben Adam Le’Chaveró, os Mandamentos que dizem respeito entre o homem e os outros seres humanos.

A pergunta feita a Yeshua não foi simples e muito menos fácil de responder. Os presentes ouvintes devem ter debatido entre eles sobre qual seria o primeiro, ou mais importante, dos mais de 600 Mandamentos escritos na Torah. Em resposta, Yeshua mencionou não apenas um, mas dois Mandamentos. Primeiro ele cita uma passagem da Torah que diz:

Amarás Adonay teu D’us de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a sua força.

(D’varim/Deuteronômio 6:5)

Depois ele cita mais uma passagem da Torah:

Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

(Vayikrá/levítico 19:18)

Yeshua ensinou (ensina) que ambos os Mandamentos são semelhantes, porque é impossível amar a D’us sem amar ao próximo.

Se alguém disser: Eu amo a D’us, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, como pode amar a D’us, a quem não vê ? E dele temos este Mandamento: que aquele que ama a D’us ame também a seu irmão.

(1 Yochanan/João 4:20-21)

A mensagem de Yeshua é extremamente profunda, ao resumir os Mandamentos da Torah em apenas dois, ele, na verdade elevou todos a um só nível. Todos os Mandamentos são importantes. Seu irmão e Roshe (líder) da congregação após a sua morte e ressurreição, Ya’akov Ha’tzadik, conhecido como Tiago pelo cristianismo, ensinou tudo quanto aprendeu do seu Mestre. Em sua carta nos escritos dos nazarenos (“Novo Testamento”) ele escreveu:

Pois todo aquele que guardar toda a Torah, exceto se falhar em apenas um estatuto, torna-se culpado de toda a Torah. Pois aquele que disse: Não cometerás adultério, disse também: Não assassinarás. Agora, se não cometeres adultério, mas assassinares, tornaste-te um transgressor da Torah.

(Ya’akov/Tiago 2:10-11)

O Rosh (líder) da congregação B’nei Or e também escritor, Tsadok Ben Derech, em sua obra Peshitta, O Novo Testamento Aramaico. Comenta a resposta de Yeshua da seguinte forma:

“Os eruditos judeus sempre debatiam frequentemente quais mandamentos eram os maiores ou poderiam resumir grande parte da Torah. Ao manejar a técnica interpretativa Judaica, Yeshua une duas Mitsvot (Dt 6:5; Lv 19:18) para ensinar que a essência da Torah está no dever de amar YHWH e de amar o próximo. Devarim (Dt) 6:5. Este texto integra a oração Judaica denominada “Shemá”, que é a oração mais importante do judaísmo, recitada pelos judeus praticantes pelo menos duas vezes ao dia.”

Resumindo Dez em dois

Sabemos que Yeshua não reduziu os Mandamentos, mas resumiu. Mas, como ele fez isso ?

Como já foi explicado anteriormente, os Dez Mandamentos estão divididos em duas categorias: as mitzvot ben Adam La’Makom, os Mandamentos entre o homem e seu Criador, e as mitzvot ben Adam Le’Chaveró, os Mandamentos que dizem respeito entre o homem e os outros seres humanos. Os cincos primeiros Mandamentos denota uma amor vertical, de baixo (terra) para cima (céu), ou seja, do homem para D’us. Yeshua estava (está) ensinando que quem ama O Eterno de fato, guarda os cincos primeiros Mandamentos:

1° Mandamento: Acreditar na Existência de D’us, e em Sua Providência; 2° Mandamento: Não Adorar Ídolos; 3° Mandamento: Não Pronunciar o Nome de (יהוה) D’us em Vão; 4° Mandamento: Separar e guardar o Shabat; 5° Mandamento: Honrar Pai e Mãe;

Ja os outros cincos Mandamentos denota um amor horizontal, da direita para a esquerda e da esquerda para a direita, em linha reta. Ou seja, entre os seres humanos. Yeshua estava (está) ensinando que quem amar o próximo de fato, guarda os cincos Mandamentos que estão na segunda tábua:

6° Mandamento: Não Assassinar; 7° Mandamento: Não Cometer Adultério; 8° Mandamento: Não Roubar (Raptar); 9° Mandamento: Não Levantar Falso Testemunho; 10° Mandamento: Não Cobiçar.

A lógica é bem simples: Se você ama D’us, você vai cometer idolatria? Carregar o Santo e Bendito nome dele com leviandade? Vai profanar o seu Santo Shabat? Vai desonrar seu pais? É óbvio que não!

Se você ama o próximo, você vai assassinar ele? Vai trair seu cônjuge? Seu amigo? Seu patrão? Seu sócio? Vai roubar seu próximo? Levantar calúnias sobre ele? Cobiçar as coisas que pertence a ele?

Portanto, o nosso Amado Mestre Yeshua nunca reduziu os Mandamentos da Torah, ele nunca substituiu, ele nunca mudou. Ele cumpriu e nos ensinou (ensina) a cumprirmos de forma plena todos os dias.

Espero que com a graça do Eterno tenhamos ajudado você a entender esse assunto que é tão mau interpretado pelas pessoas.

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