A briga de Caim e Abel – Parashá Bereshit parte 3

O início das instruções.

separados por causa do pecado

Entendendo o Passado – Compreendendo o Futuro Parte 5 – A briga de Cain e Abel

Se tem algo que as escrituras não faz é esconder o quão perverso é o coração humano.

– Neste primeiro estudo podemos perceber o quão justo e puro O Eterno é ao criar um mundo perfeito e que tudo era muito bom… No entanto tão logo pela desobediência do homem, que foi criado como um ser moralmente responsável, alterou este estado .

O relato de Caim e Abel nas escrituras é um retrato dramático dessa realidade. Se temos uma questão que devemos avaliar; é sobre o quão profundo e prejudicial é o pecado nas nossa vidas. Caim foi o primeiro homicida e fratricida no mundo. Pois matou seu próprio irmão de forma premeditada, covarde e cruel. No relato de Caim e Abel encontramos uma primeira manifestação da inclinação para o mal (YETZER HARÁ) em uma escala social, revelando a progressiva deterioração moral da sociedade. Mostra nossa luta entre o bem e mal, entre a obediência e a desobediência, entre a vida e a morte; logo também nos aponta a grande necessidade que temos de um Salvador.

Alguém que pudesse resolver o problema do pecado de uma vez por toda. E apredemos nas escrituras, Que apenas O MASHYIACH O CORDEIRO DO ETERNO pode suprir esta necessidade.

Os nossos sábios nos informaram que Adão ensinou a seus filhos : “A importância de oferecer um sacrifício ao Eterno no altar, que ele havia construído.”

Muitos aprenderam que este é um conto de dois meninos, jovens irmãos que se desentenderam. Daí não entendem o quão profundo e revelador é esta parte do relato. Mas quando entendemos somos confrontados a examinar nossos corações. Então o que será que aprendemos sobre este parte das Escrituras? É exatamente que falaremos neste estudo.

O capítulo 4 do sefer de Bereshit/Gênesis. Já inicia com o nascimento dos dois filhos de Adam, após a queda. Os dois eram diferentes. O filho mais velho, chamava-se Caim/KAIM. Os sábios ensinam que seu nome significa (canto funebre) ou (ponta de Lança ) ele era orgulhoso e egoísta, e no seu nome podemos ver o quão cuidadoso devemos ser com nossas emoções e raciocínio radical. Já HEVEL/Abel, cujo o seu nome tinha o siginificado de (fôlego ou vapor), ele era humilde, e no seu nome pode apontar a fragilidade, transitoriedade, brevidade da vida humana. Mas no nome das letras de Caim (קַיִן) tem duas letras importantes que fogem aos olhos; o (yod e Num) que falaremos logo mais adiante.

Os nossos sábios nos informaram que Adão ensinou a seus filhos : “A importância de oferecer um sacrifício ao Eterno no altar, que ele havia construído.”

Caim era agricultor e colhia lindas frutas, legumes e grãos em toda as estações.

Já seu irmão mais novo, ABEL, era pasto de ovelhas

Aqui já podemos aprender, que as escrituras mostra o relacionamento com O ETERNO por meio de suas obras e ofertas que na verdade é mais que o tema de escolha profissional. Seja como for o que fica claro, é que mostra o tipo de oferta que seria trazido ao SENHOR e a maneira que ela seria recebida; revelava o estado espiritual de cada um.

Podemos entender que isto está enraizado no coração dos homens e nós sentimos que O Eterno é digno de adoração e que tudo que o homem posui vem das mãos do Eterno. E o que torna este relato significativo é que tanto Caim e também Abel, sabiam que tinham que adorar ADONAY pois como disse mais acima, eles foram Instruídos por seu pai Adam.

Isto nos mostra que o problema central não estava no reconhecimento de que o Eterno era digno de ser adorado, mas na maneira como cada um se aproximou DELE.

A diferença de oferta entre Caim e Abel iam além dos elementos físicos oferecidos; é na verdade revelado a espiritualidade de cada uma.

Caim sendo lavrador da terra, trouxe do fruto da terra em oferta ao Eterno, contudo as Escrituras não revela de forma aberta, se ele trouxe, das primicias de suas ofertas, ou o melhor do que tinha. Apredemos com os sábios a conclusão que Caim trouxe de suas ofertas sem se preocupar de dar o melhor para o Eterno. Mas podemos observar que no coração de Caim não tinha reverência e a fé necessária para agradar ADONAY. Caim talvez estivesse cumprindo um dever religioso, mas sem a intenção e devoção genuína que era requerida por nosso Elohim.

Em contraste a oferta de Abel é relatado com mais detalhes e ênfase na qualidade. Abel trouxe das primicia do seu rebanho e da gordura deste; Ou seja; a primicia representa o que há de melhor para dar ao Pai Celestial, o que é de mais precioso. Além disso o fato de Abel oferecer a gordura retrata o sacrifício completo, pois a gordura é a parte mais preciosa e era usada como sinal de adoração e entrega total. Logo podemos ver no relato que o Altíssimo atentou para a oferta de Abel mas, para a oferta de Caim não atentou. Isto revela o quanto o Altíssimo é justo e fiel nas suas leis relacionadas na sua Toráh. O ETERNO aceitou a oferta de Abel pois ELE viu no seu coração que ele deu com fé e toda devoção e total obediência e humildade. E rejeitou a oferta de Caim que embora externa carecia de integridade é sinceridade.

Este é um tema muito discutido entre os sábios. Mas de acordo com o livro de HEBREUS CAPÍTULO 11 VERSÍCULO 4 que diz: (Pela emunah/fé Abel/Hevel ofereceu a יהוה um sacrifício mais excelente do que Qayim, pelo qual obteve testemunho do que era tzadik, havendo יהוה aprovado as suas ofertas; e por isso, até depois de morto, ainda fala.) Neste relato nos mostra que o fator decisivo foi . A fé desmotrada por Abel é revelado em sua oferta como agradou o ALTÍSSIMO. Abel confiava no ETERNO e reconhecia a necessidade de aproximar do ETERNO com o melhor de si, reconhecendo a grandeza e a santidade do Altíssimo. Em contraste Caim trouxe sua oferta sem fé e sem um coração contrito. E aqui é muito importante entendermos que a rejeição da oferta de Caim não foi um ato arbitrário do Eterno. A oferta de Caim foi rejeitada porquê Caim em si mesmo estava espiritualmente separado do Altíssimo. Sua atitude orgulhosa e indiferente refletia um coração rebelde. A rejeição da oferta de Caim revela-nos uma verdade fundamental : O Eterno não se agrada de rituais vazios. O Altíssimo busca um coração quebrantado e contrito , como o SALMO 51 de Davi nos revela.

Tudo que devemos fazer é como diz o salmo 51 (2 Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado. 3 Pois, eu reconheço as minhas transgressões; e o meu pecado está diante de mim. 4 Contra Ti, e contra Ti somente, eu pequei, e fiz este mal diante de Tua vista; para que Tu sejas justificado quando Tu falares, e puro quando Tu julgares).

Diante da rejeição da oferta de Caim, no livro de Bereshit relata que o semblante de Caim caiu sobre maneira. A reação de Caim expôs o seu problema; o orgulho e a falta de humildade diante do Altíssimo. Em vez de buscar a razão por qual motivo a sua oferta foi rejeitada e se arrepender, fazendo Teshuvá, Caim permitiu que a ira e inveja tomasse seu coração . Revelava também sua frustração e raiva contra o Pai Celestial e também de seu irmão Abel. A ira de Caim teve duas fontes principais:

1 – orgulhoso ferido

2 – inveja .

E isto foi o catalisador para ele passar para o próximo passo . Caim se comparou com Abel. E incapaz de lhe dar com a rejeição de sua oferta projetou contra seu irmão. O JUSTO Abel, que não havia feito nada contra ele. Está foi uma manifestação clara do poder destrutivo do pecado que sempre busca destruir e dividir relacionamentos.

Aqui podemos ver que a inveja tomou o coração de Caim, e a inveja é sutil e ela tem o poder destrutivo na nossas vidas, pois em vez de nos conduzir realizar teshuvar, na verdade nos leva a desejar o mal para aqueles que teve sucesso onde nós falhamos. A inveja ela corroe a alma e cria barreiras entre nós e nosso semelhante, além de afastarmos do Altíssimo. Mas antes que Caim caísse em seu abismo profundo. O Eterno em sua misericórdia e benevolência imerecida ofereceu-lhe uma advertência. O SENHOR perguntou a Caim o motivo de sua ira e seu semblante caído. O Eterno estava oferecendo a Caim uma oportunidade de reflexão. ELE estava questionando Caim o que estava acontecendo em seu coração. Está pergunta era uma forma de chamar Caim a consciência do seu pecado e assim, abrir o caminho para ele realizar a sua Teshuvá. Neste ponto o Eterno não havia recusado Caim de forma final e irrevogável. Em vez disso; ELE deu a Caim a chance de se reconciliar. Esta foi uma manifestação clara da Graça, e paciência do Altíssimo. Ao longo de toda as Escrituras nós vemos O kadosh Baruchul, Bendito seja ELE , chamando o homem para realizar sua Teshuvá.

Mesmo diante de um coração perverso o Altíssimo se aproxima e oferece-nos uma saída. Podemos testificar quando lemos : “E יהוה disse a Qayin, Por que tu te iraste e te aborreceste? E por que em tua face demonstras ódio? Se tu fazes bem, não serás tu aceito? Porém, se tu não fizeres o bem, o pecado mete em tua porta, e o desejo deste é para ti, mas tu deves ter domínio sobre ele.

Este foi um chamado claro para uma mudança de atitude. Se Caim tivesse ouvido, ele Seria aceito como Abel. No entanto nós podemos entender que se continuamos no caminho de pecados como; a ira e a inveja … o pecado mete em nossas portar, pronto para nos dominar. Está metáfora do pecado à porta : sugere que o pecado está sempre à espreita esperando uma oportunidade para nos arrebatar. Mas a boa nova que é que O Eterno nos capacitar por meio de sua Ruach Hakodesh em nós; ou seja nos capacita a resistir o pecado. O Rave Shau’l em Coríntios 10:13, nos orienta que o Eterno é fiel e sempre nos dará um escape. Porém como Caim se não ouvirmos os conselhos que estão na torah: iremos pelo mesmo caminho. E o pecado irá nos dominar. (1° Cor 10:13 Não vos sobreveio tentações, senão, tais como as que são comuns a todos os homens; mas יהוה é fiel, o qual não vos permitirá que sejais tentados acima daquilo que fordes capaz de suportar; contudo, quer que, mesmos como tentação, também prover uma maneira de dar o escape, a fim do que estejais aptos a suportá-la).

aprendemos com Abel que O Eterno viu que Abel O honrava com o melhor que tinha, enquanto o orgulhoso Caim trazia um sacrifício miserável. E porque Ele estava satisfeito com o sacrifício de Abel, O Eterno mandou um fogo dos Shamayim que devorou o sacrifício de Abel, mas no de Caim, o Eterno recusou-se a enviar o fogo dos Shamayim. Com este evento ocorrido com Caim ficamos bem esclarecidos que temos a chance de melhorar quando nos deparamos com alguma dificuldade… “pois todas as coisas são para o nosso próprio bem…”

“Você pode melhorar se quiser.” “Você sempre deve trazer um sacrifício digno, e aprimorar-se no futuro e tornar-se maior do que Abel.”– Mas, ao invés de fazer Teshuvá, Caim não quis escutar. Quando Caim e Abel estavam juntos no campo, Caim começou a discutir com o irmão. “Não achando justo que “O Eterno aceitou o sacrifício do seu irmão Abel não aceitou o seu .” ” Mas todos nós sabemos que O Eterno é sempre justo,” e Abel também compreendia isto perfeitamente. Mas, qual foi a diferença nas oferendas entre a de Caim e Abel que fez o Eterno aceitar um, e rejeitar outro? Pois sabemos que ELE recompensa os tsadikim/justos e castiga os resha’im.

ja podemos entender que Caim era o primogênito e logo isto dava a ele o direito da terra, também percebemos que ele se torna um agricultor e lavrava a terra . Quando usamos uma lente mais próximo das letras de QAIM/KAIM (קין) encontramos no seu nome a letra cuf, a letra yod, e a letra nun no final. Que chamamos de nun sufit, Lembrando aos irmãos que lemos no hebraico da direita para a esquerda. Que siginigica (Lança). Como aquele que feri com firmeza. A raiz do nome de QAIN é QUN ; (קון) Que significa (canto funebre) mas quando avaliamos no nome de QAIN encontramos o (yod e nun do qual deixei distacado) o yod significa mão ✋️ e Nun significa Vida. Logo, apesar de seu nome significar canto funebre e aquele que feri com firmeza. Também está posto dentro dele o contexto: sobre tuas mãos está a vida. O yod que simboliza a mão, que da o sentido de ação; o Num sufit no final que da sentido a vida. Com isto podemos entender que o ETERNO pôs em nossas mãos a vida; a nossa e a de nossos irmãos. E ao lermos em Bereshit/Gênesis 4:7 Podemos aprender que dentro de cada um de nós temos duas inclinações: a inclinação para o bem, e a inclinação para mal. (Yetzer hatov/ yetzer hará) .

Existe o canto funebre ou a lanca que feri com firmeza, e existe a mão da vida, dentro de cada um de nós seres humanos. Por isto devemos seguir o que está escrito nas escrituras pois dela teremos a certeza que estamos dominando a nossa inclinação para mal (yetzer hará) e mantendo-nos distante do pecado. Nosso desejo, esta as nossas mãos e nelas estão a vida . Devemos seguir a nossa inclinação para bem (yetzer hatov). E dominar a nossa inclinação para mal (yetzer hará).

Neste capítulo 4 de Bereshit nos mostra o quanto que o pecado uma vez consumado gera a morte. Ele leva não somente a destruir nosso relacionamento com o Altíssimo mas, também com o nossos semelhantes. Mas cada homem é tentado quando é atraído pelos seus próprios desejos, e são levados. Então, quando o desejo é concebido, dá a luz ao pecado; e o pecado, quando é disseminado, gera a morte. Assim nos ensinou o Apóstolo Tiago o justo. Que possamos sempre dar ouvidos nas palavras Torah da verdade. E que possamos dominar as nossas inclinações para o mal (yetzerot hará). Pois o pecado está sempre à espreita à porta para nós arrebatar para longe do Nosso Pai amado O KADOSH BARUCHUL BENDITO SEJA ELE.

Chazak! Chazak! VeNitchazak!
Sêde Fortes! Sêde Fortes!
E Que Nós Possamos Ser Fortalecidos!
ת.

shalom.


Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *